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Entre as várias
doenças que afetam as vias respiratórias, a sinusite é uma das
mais complexas pois afeta os seios da face (cavidades existentes dentro
dos ossos faciais). A cabeça pesada, a dificuldade de abertura dos olhos,
e a respiração difícil são os sintomas mais comuns.
A sinusite nada mais é que a inflamação destes seios da
face. Essas cavidades são preenchidas por ar e se comunicam com o nariz
através de pequenos canais. Quando um desses canais fica obstruído,
sofre acúmulo de secreção purulenta e a mucosa que reveste os
seios incha. Está desencadeando um processo inflamatório. Adultos e
crianças sofrem desse mal indiscriminadamente.
Sintomas
A doença pode ser confundida com uma simples gripe pela semelhança
dos sintomas. São comuns as tonturas, febre, perda de apetite, dores
fortes e pulsáteis nos ossos da face, olhos avermelhados e lacrimejantes,
nariz com secreção verde e amarela em grande quantidade e com cheiro
forte. Algumas pessoas são mais susceptíveis à sinusite quando há
mudança brusca de temperatura, passando de quente para frio. Isso
independe de fatores genéticos.
Causas
As causas mais comuns que podem desencadear a sinusite são: a
gripe, alergia, desvio do septo nasal e más condições climáticas. Mas
existem várias maneiras de prevenir a sinusite. O primeiro passo é fazer
de tudo para garantir uma boa função nasal, provocando uma drenagem
adequada das cavidades. As medidas profiláticas em relação às alergias
também funcionam positivamente para a prevenção da sinusite.
Esta patologia pode ser dividir em quatro tipos. O primeiro deles é o
infeccioso. A sinusite neste caso tem características de dor na região
dos seios da face, seguida de obstrução nasal, secreção purulenta e
febre.
Já a sinusite alérgica apresenta dor nos seios da face,
ocasionalmente febre e vem com todos os sintomas comuns da alergia,
coriza clara e abundante, obstrução nasal e crises de espirros. O
terceiro tipo é a sinusite traumática, causada por diferença de
pressão. Por exemplo, durante viagens de avião ou mergulho. Suas
características são a dor maxilar e pouca obstrução nasal. O quarto e
último tipo de sinusite é a crônica. Neste caso a drenagem
do muco fica definitivamente comprometida, e a mucosa fica espessa
e fibrosa.
Tratamentos
Para cada tipo de sinusite existe um tratamento específico. No
caso da infecciosa é usado antibiótico, descongestionante nasal, lavagem
nasal e antitérmico. A alergia é tratada com antialérgicos,
descongestionantes nasais por curto prazo e solução fisiológica para
lavagem nasal e drenagem da secreção.
Já a sinusite traumática utiliza antiinflamatório, caso não
tenha surgido infecção secundária. Os médicos homeopatas utilizam
medicamentos capazes de desinflamar a mucosa de revestimento dos ossos
afetados. Por último, a sinusite crônica é tratada em harmonia
com o paciente, visando o aumento de suas defesas orgânicas e diminuindo
a vulnerabilidade.
Crianças
As crianças são
um caso a parte com relação à sinusite. Elas quase sempre são afetadas
por um tipo de alergia ficando vulneráveis à sinusite. As causas
mais comuns são irritabilidade por causa do cloro de piscina, mudanças térmicas,
bactérias , vírus, fungos e outras. Os tratamentos passam desde vaporização
até inalações. A aplicação de descongestionantes deve ser controlada
pois ela vicia e acaba irritando ainda mais a mucosa nasal.
Ar seco e
frio agrava crise de alergia
"Espirros
freqüentes, nariz entupido e coriza. Esses são os sintomas mais comuns
de um mal que persegue mais de 20% da população brasileira: a
alergia".
Fatores Predisponentes:
No inverno, período em que o ar está mais seco e frio, as crises se
tornam freqüentes, aumentando o incômodo de quem convive com o problema
durante todo o ano. Para os mais distraídos, no entanto, os sinais de
alergia podem parecer uma gripe ou resfriado. A doença - geneticamente
determinada - é uma reação exagerada do organismo diante do contato com
agressores ambientais (ou alérgenos), como os ácaros, que penetram no
corpo e são estranhos a ele.
A "invasão" estimula uma resposta do sistema imunológico.
Sozinho, o fator genético não é uma garantia de que a doença vai se
manifestar. Para o ataque da alergia é preciso, também, algum agente
ambiental. Os principais são os ácaros - causadores da doença em 83%
dos alérgicos - os fungos (mofo), os pêlos de animais e os restos de
barata. A alergia não é contagiosa, mas é normalmente transmitida de um
pai alérgico para o filho ou do avô para o neto. Normalmente, o fator
determinante para que a doença se manifeste está dentro de casa. Os ácaros,
aracnídeos microscópicos, por exemplo, se alimentam de restos de pele,
cabelos, alimentos e fungos.
Epidemiologia
Dados de um levantamento epidemiológico internacional apontam que até a
década de 70, cerca de 10% da população mundial tinham algum tipo de
alergia. Nos anos 90, o índice já era de 20% e em 2001, estima-se que
seja de cerca de 35%. "As previsões não são animadoras. Até 2010,
calculamos que 50% das pessoas tenham alergia", prevê Ataualpa.
Manifestações
As manifestações mais comuns do problema são as rinites alérgicas, que
respondem por cerca de 30% dos casos alérgicos e a asma brônquica,
responsável por 25%. É usual que a rinite e a asma apareçam associadas.
Normalmente, os casos de asma podem ter manifestações mais graves. A
contração dos brônquios impede a chegada do ar até os pulmões. Nas
crises mais sérias, o paciente pode morrer por asfixia.
"A alergia é uma patologia crônica. No inverno, a mucosa fica mais
irritada, o que deixa a defesa do organismo baixa e, conseqüentemente,
propicia a ocorrência da crise", explica o médico Ataualpa Reis,
presidente da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia/MG.
A doença pode se manifestar no nariz (rinite), nos olhos (conjuntivite) e
nos pulmões (asma brônquica). Segundo Ataualpa, os índices de pessoas
acometidas com a doença vêm aumentando sistematicamente nos último
anos, no Brasil.
Espirros freqüentes, nariz entupido e coriza. Esses são os sintomas mais
comuns de um mal que persegue mais de 20% da população brasileira: a
alergia. No inverno, período em que o ar está mais seco e frio, as
crises se tornam freqüentes, aumentando o incômodo de quem convive com o
problema durante todo o ano. Para os mais distraídos, no entanto, os
sinais de alergia podem parecer uma gripe ou resfriado.
Diagnóstico
Diagnosticar a doença não é difícil. O primeiro passo é conhecer a
história familiar, os hábitos de vida e o ambiente onde vive o alérgico.
Para um tratamento eficaz, o melhor é identificar quais são os agentes
causadores do problema. Um dos recursos utilizados pelos médicos é o
teste alérgico cutâneo. Sem injeção, o médico coloca uma gota com
partículas de vários tipos de agressor. O resultado sai em 20 minutos.
Um exame de sangue também identifica quais são os alérgenos. Uma das
novidades que deve chegar ao mercado brasileiro é o kit de manuseio
individual, usado nos Estados Unidos e na Europa. O kit contém uma fita
embebida em anticorpo monoclonal contra os alérgenos. O agente causador e
a intensidade de sua presença são constatados em uma hora com a mudança
da cor da fita. O kit custa US$ 25.
Tratamento
Depois que os agentes são descobertos, há diversas medicações específicas
para diminuir os sintomas durante uma crise e para combater a doença. Além
da imunoterapia específica, existe uma vacina desenvolvida
especificamente contra o alérgeno. A dose precisa ser tomada uma vez por
semana durante um período prolongado. Os alérgicos também podem,
regularmente, usar medicamentos preventivos, normalmente por via inalatória.
As tradicionais "bombinhas" - remédio sem forma de spray -
muito usadas pelos asmáticos, apresentam efeitos colaterais mínimos.
"Esses medicamentos estão sendo desenvolvidos em forma de pó, para
serem aspirados pelo paciente", adianta Ataualpa.
Para as crises, os remédios mais empregados são os anti-histaminicos ou
antialérgicos. No caso dos pacientes asmáticos, os broncodilatadores
facilitam a passagem do ar. Se o paciente for acometido por uma
conjuntivite, há colírios específicos para os alérgicos. Nas reações
alérgicas intensas, os corticosteróides são recomendados. "Quanto
mais modernos os medicamentos, no entanto, mais caros eles são",
alerta o médico.
Prevenção
É possível prevenir a alergia. Para isso, é necessário um ataque aos
agentes que desencadeiam a doença. A maior parte deles convive muito bem
com os seres humanos no ambiente doméstico. "A arquitetura de
interiores precisa mudar. Atualmente, as pessoas ficam muito mais tempo
dentro de casa. Além disso, elementos como carpetes, tapetes e cortinas são
muito comuns. Todos eles facilitam a sobrevivência dos agentes
agressores", explica Ataualpa.
O médico alerta que, apesar das propagandas, não há aparelhos eficazes
que combatam os ácaros. Os aracnídeos microscópicos precisam de uma
temperatura entre 18º e 32º C para sobreviver. Diariamente, produzem
cerca de 35 bolotas fecais. Em uma cama de casal existem cerca de dois
milhões de ácaros e 60 milhões de bolotas fecais. Os estudiosos
explicam que as bolotas que ressecam contaminam o ar, entrando pela
respiração e provocando as reações "alérgicas"O segredo é
ter uma casa clean. Travesseiros e colchões devem ser impermeabilizados.
Nos locais onde a permanência é maior, a limpeza deve ser redobrada e os
objetos que retém poeira devem ser evitados", orienta o médico.
O alérgico também não deve participar da faxina. Se isso não for possível,
o ideal é se proteger com uma máscara com filtro. Mofo, aspiradores de pó
com funcionamento irregular e cobertores que soltam fios facilitam a existência
de agentes agressores. Vale lembrar que a alergia não é o único
problema respiratório do inverno. Nesse período, é comum um aumento nos
casos de gripes, resfriados e infecções bacterianas.
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