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Os polivitamínicos e compostos de vitaminas e minerais que, com um simples gole de água, abastecem o organismo com praticamente todos os micronutrientes necessários, são cartas fora do baralho dietético dos especialistas.
"Mesmo que, em alguma situação, a pessoa precise repor alguns nutrientes, é difícil que necessite de todos; ela acaba consumindo aquilo que não precisa por tabela", diz Raquel Pimentel, do Hospital Samaritano.
O geriatra Wilson Jacob Filho, do HC, considera esses produtos maus substitutos de uma alimentação equilibrada: "são mais caros, menos nutritivos e
deseducativos, pois quem toma fica com a idéia de que não precisa se alimentar bem".
Compostos de vitaminas são muito requisitados por mães de crianças que "não comem nada", a queixa mais freqüente na pediatria, de acordo com Anne Lise Dias Brasil, da
Unifesp. Além disso, parecem uma boa saída para aqueles adolescentes que só comem "tranqueira".
Mas isso não é solução, é "remendo", diz José Tadei, vice-presidente de nutrição da Associação de Pediatria de São Paulo. "Não se recomenda nenhum complemento do tipo polivitamínico para uma criança ou um adolescente saudável. O que deve ser feito é uma orientação para o desenvolvimento de bons hábitos alimentares", afirma o médico.
Fonte: Folha online - 11/12/2003
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